Daniel Paoliello/Fundação Itaú
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Coletânea de artigos aborda relação da Inteligência Artificial com a educação

Publicação reúne análises sobre o uso da tecnologia nas práticas pedagógicas, a formação de educadores e os impactos da IA no desenvolvimento dos estudantes


O Observatório da Fundação Itaú reuniu três textos que abordam os desafios e os benefícios da Inteligência Artificial (IA) na educação. Os materiais formam a “Coletânea de Artigos Observatório de Inteligência Artificial”, organizada em parceria com o Observatório Brasileiro de Inteligência Artificial na Educação, o TLTL e o Teachers College da Universidade de Columbia. 

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Os conteúdos foram desenvolvidos a partir do “2º Seminário Internacional de Inteligência Artificial em Educação e Cultura: estratégias para combater desigualdades”, realizado em agosto de 2025. Na ocasião, especialistas e jornalistas debateram como a tecnologia pode ser uma aliada no combate às desigualdades.

O primeiro texto é dedicado a avaliar a presença da IA ao longo dos quatro últimos anos em escolas de diferentes países. Na análise dos autores, o uso de chatbots melhorou significativamente a proficiência oral em inglês dos estudantes chineses, com 32% relatando melhora na precisão da pronúncia e 35% na fluência.

Um dos destaques do estudo é que, na maioria dos casos, a Inteligência Artificial atua como suporte às práticas pedagógicas já existentes. Esse auxílio ocorre por meio de feedback automatizado, personalização de percursos ou engajamento por meio de elementos lúdicos.

As análises foram elaboradas por Clauirton Siebra, pós-doutorado em Inteligência Artificial; Geisieli Oliveira, pesquisadora em Tecnociência Afrodiaspórica, Relações Étnico-Raciais, IA e Saberes Ancestrais; e Rodrigo Duran, gerente geral do Centro Nacional de Inteligência Artificial (CENIA), do Chile.

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O segundo artigo da coletânea focou na relação do professor com a tecnologia digital e foi elaborado por Camila Leporace, professora e pesquisadora sobre IA na Educação, e Patrícia Fernanda da Silva, pós-doutora em Informática na Educação.

O texto chama a atenção para a mudança no currículo escolar, considerando a integração da IA nas práticas escolares de forma criativa, crítica e ética. No entanto, os especialistas alertam que isso é possível apenas se educadores conseguirem compreender a tecnologia e como ela pode ser utilizada na melhora da qualidade da educação.

Entre as recomendações, foram identificadas sete competências que os educadores devem desenvolver na formação inicial e continuada. São elas: 

  • Compreender as implicações éticas da Inteligência Artificial;
  • Analisar dados gerados por sistemas de Inteligência Artificial;
  • Promover interações eficazes entre estudantes e Inteligência Artificial;
  • Desenvolver criatividade;
  • Ter flexibilidade e capacidade de adaptação;
  • Exercer pensamento crítico; e
  • Compreender o ecossistema e o contexto digital.

Por fim, o terceiro conteúdo traz o potencial da Inteligência Artificial nas práticas de ensino. Os autores foram os mesmos do primeiro artigo, que identificaram um crescimento da adoção da computação no currículo escolar em diferentes países.

De modo geral, o uso pedagógico da IA favorece o engajamento estudantil, por meio dos chatbots, dos jogos educativos e das atividades interativas. Outro benefício é o fomento à interdisciplinaridade, com as ferramentas de IA mediando as interações entre disciplinas e permitindo que os estudantes trabalhem com dados do mundo real.

O artigo também avalia as habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes. As evidências apresentadas pelos autores indicam impactos positivos do uso pedagógico da IA na memória, no pensamento crítico, no raciocínio lógico e na criatividade das crianças e dos adolescentes.

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