Lucas Nave/Fundação Itaú
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Três grandes transformações devem redefinir a sociedade brasileira, avalia presidente da Fundação Itaú

Eduardo Saron analisa como a revolução tecnológica, as mudanças climáticas e a transição demográfica devem impactar a economia no Brasil e no mundo


O presidente da Fundação Itaú, Eduardo Saron, listou três grandes forças que vão alterar o futuro das relações econômicas e sociais no contexto global: a revolução tecnológica, as mudanças climáticas e a transição demográfica. Em entrevista exclusiva à Veja São Paulo, ele afirma que o Brasil precisa se preparar para esses desafios por meio de ações integradas em arte e educação.

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Para Saron, a inteligência artificial generativa, principal impulsionadora da revolução tecnológica, precisa ser incorporada ao cotidiano das pessoas de forma crítica, considerando seus  limites de influência. “Tem um lugar que a IA nunca vai ocupar, que é o lugar da presença, do vínculo, da convivência. Esse lugar é do ser humano”.

A emergência climática, por sua vez, influencia o comportamento das pessoas e redefine prioridades econômicas e sociais, enquanto a renovação demográfica trará reflexos no mercado de trabalho, nas políticas públicas e na própria organização da sociedade. As projeções apontam que, até o fim desta década, o Brasil terá um número maior de pessoas com mais de 60 anos do que jovens de até 14 anos. “Tem um futuro que está se formando e que nos faz revisitar o que nos trouxe até aqui. Mas só reverberar ou continuar executando não será suficiente para atingir o futuro que a gente necessita.”

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O presidente da Fundação Itaú sugere investimentos mais consistentes em ações que integrem arte e educação. Para ele, a formação dos estudantes vai além do conteúdo curricular e depende do fortalecimento das relações entre alunos, professores e famílias, além da conexão da escola com o território em que está inserida. Saron também defende que esse processo de reencantamento da aprendizagem passa pela valorização dos educadores, com formação continuada, materiais didáticos de qualidade, melhores condições de trabalho e atenção à saúde mental. “O professor é o centro dessa revolução”, afirma.

A entrevista foi publicada na revista e no site da Veja São Paulo no dia 26 de junho de 2026. Para ler a matéria completa, acesse o link.

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