Experiências nacionais integram arte e educação na formação de estudantes
Coletânea reúne exemplos de políticas públicas, equipamentos culturais e escolas que utilizam diversas práticas com foco no desenvolvimento integral de crianças
A coletânea “Mapeamento de experiências em arte, cultura e educação”, da Fundação Itaú, reuniu oito projetos que alinham as práticas artísticas e culturais com a educação de crianças e adolescentes. O mapeamento divide as iniciativas em ações realizadas em escolas, instituições culturais e políticas públicas.
O levantamento foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), sob coordenação do Observatório da Fundação Itaú, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC). As oito experiências retratadas na publicação fazem parte desse mapeamento, que listou, ao todo, 72 iniciativas nacionais e internacionais que integram arte e cultura ao processo de aprendizagem.
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Um desses projetos apresentados pelo documento é a “Escolas Livres de Cultura – Programa Escolas de Cultura”, uma política pública realizada no estado do Ceará. O programa oferece atividades para jovens, estudantes, artistas, produtores e gestores culturais, com o objetivo de ampliar o acesso à formação e à produção de conhecimento cultural e artístico.
Uma das ações dessa experiência é apoiar organizações da sociedade civil (OSCs) que realizam projetos nas comunidades, de maneira semelhante aos Pontos de Cultura. Como exemplo está a “Associação Vidança - Cia. de Danças”, que oferece aulas gratuitas de danças, música, costura e artes para os estudantes do território, entre outros.
Outra política pública presente na coletânea é a “Política de Diretrizes Curriculares e de Avaliação da África do Sul / Curriculum and Assessment Policy Statements (CAPS)”. A iniciativa inclui o ensino de artes criativas como um componente obrigatório no currículo escolar, contribuindo para que os estudantes desenvolvam a criatividade, a expressão e a competência básica em diferentes linguagens artísticas.
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Na educação infantil, o currículo propõe o ensino de artes como parte da disciplina life skills, conhecida como “habilidades para a vida”. Já na etapa que se assemelha aos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) no Brasil, as artes são implementadas como um componente específico e com maior profundidade, sendo ofertadas duas horas semanais de ensino em horário regular, com possibilidade de ampliação.
Pelo eixo de equipamentos culturais, um dos destaques é o “Museu da Maré”, do Rio de Janeiro (RJ). A unidade cultural oferece exposições temáticas, temporárias ou permanentes, além de realizar atividades com o público.
Entre as ações do museu, estão oficinas de dança, teatro, capoeira, música e artesanato; biblioteca comunitária; projeto de formação de bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), voltado à iniciação científica de jovens da comunidade; Caderno Pedagógico, com oferta de jogos, atividades e recursos lúdicos voltados para o uso educacional do museu; entre outros.
Já no eixo de escolas, uma das ações é o “Projeto BatucAção”, realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Deputado Victor Issler, em Porto Alegre (RS). A proposta integra a educação, cultura e identidade com o objetivo de combater o preconceito racial presente na unidade de ensino.
As ações pedagógicas desenvolvidas pelo projeto incluem oficinas de percussão, danças afro-brasileiras, contação de histórias dos orixás, construção de instrumentos com materiais recicláveis, rodas de canto e jogos tradicionais africanos. As ações buscam garantir o acolhimento, a valorização da identidade e a promoção da autoestima dos estudantes.
Sobre a coletânea
O documento faz parte da coletânea “Intersetorialidades: Evidências em arte, cultura e educação”, composta por um resumo executivo e quatro volumes. São eles: “Estudo para Construção de Políticas Públicas de Arte, Cultura e Educação”, “Aprendizados a partir de análise dos dados de Cultura e Educação”, “Mapeamento de experiências em arte, cultura e educação”, e “Estudos de caso em arte, cultura e educação no Brasil”.